Representante de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, a atividade agrícola familiar se mantém forte principalmente nas cidades de interior onde desempenha papel crucial na economia e no abastecimento do comércio local.

Cerca de 60% dos alimentos consumidos pela população brasileira são produzidos por agricultores familiares. No Brasil, a agricultura familiar é responsável pela produção de 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo e, na pecuária, 60% do leite, 4 59% do plantel de suínos, 50% das aves e 30% dos bovinos. Segundo dados do Censo Agropecuário de 2006, 84,4% do total de propriedades rurais do país pertencem a grupos familiares. São aproximadamente 4,4 milhões de unidades produtivas, sendo que a metade delas está na Região Nordeste. Esses estabelecimentos representavam 84,4% do total, mas ocupavam apenas 24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos agropecuários brasileiros. Já os estabelecimentos não familiares representavam 15,6% do total e ocupavam 75,7% da sua área. – Fonte: Wikipédia

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Mesmo desempenhando um papel crucial na economia agrícola, o segmento se vê ameaçado pelas novas técnicas de cultivo em grande escala e pelo seu sistema de distribuição.

As feiras de produtores rurais, realizadas nas cidades de interior e em bairros de grandes cidades, são fortes incentivos à produção familiar e reforça a tentativa de se produzir um alimento cada vez mais orgânico e saudável.

No entanto, se tratando de concorrência nos preços, a agricultura familiar perde para as grandes redes de abastecimento e supermercados. As frutas e legumes no supermercado chegam a custar 50% menos que na feira. Essa diferenciação dos preços vem se tornando tendência e pode ser uma grande ameaça à produção familiar. Vale agora ao consumidor final analisar a situação, já que apesar da alta dos preços dos produtos orgânicos o ganho em qualidade é perceptível e significante.

Reges Magalhães

Estudante de Comunicação Social pela Universidade Federal de Goiás. Escreve sobre Tecnologia rural.